Hoje me deito inquieto, a dor me toma por inteiro. Já não consigo mais saber, entre a dor e a saudade, quem veio primeiro.
Ela está deitada aqui, mas se foi e a dor me toma por inteiro. Já não importa quem feriu, quem foi e quem ficou, ninguém saí inteiro.
Deitado com o abraço da dor, já quase me acostumo. Já sei deitar ao túmulo, se nos meus versos há dor, não liguem, já são quase versos póstumos.