Hoje me deito inquieto, a dor me toma por inteiro. Já não consigo mais saber, entre a dor e a saudade, quem veio primeiro.
Ela está deitada aqui, mas se foi e a dor me toma por inteiro. Já não importa quem feriu, quem foi e quem ficou, ninguém saí inteiro.
Deitado com o abraço da dor, já quase me acostumo. Já sei deitar ao túmulo, se nos meus versos há dor, não liguem, já são quase versos póstumos.
Credo! Detestei. Sorte sua que ninguém lê e ninguém liga.
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